
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
CICLO-IV
IRECÊ /UFBA
ATIVIDADE – 420 – A PESQUISA UM ATO FORMATIVO
Profª DA ATIDADE – LUIZA SEIXAS
PROFESSORA CURSISTA – VERA LÚCIA VASCONCELOS PEREIRA
ORIENTADORA – SORYA PINTO
Pesquisa – o que é?
ou-me atento para o fato da pesquisa alienante quando compara aos canais televisivos em que usa técnicas de comunicação para tão somente cultivar a ignorância, e para cultivar o analfabetismo político enquanto fato da pesquisa alienante acumula o saber para cultivar a ignorância, nunca se sabe a origem, o como, o porque e o porque e para que da pesquisa. E como a pesquisa está no meio dos privilegiados, os desmandos sócio-políticos continuam. A exemplo cito a merenda escolar de qualidade e que nós educadores nunca preocupamos de saber a origem de tanto desrespeito para com as crianças com o cardápio “nutritivo” elaborado pela nutricionista que o dinheiro gasto com a mesma, talvez desse para melhorar em parte a qualidade da merenda. E quando questionamos, a resposta é curta e grossa – melhor do que isso é impossível sabendo que o município só dispõe de 0,18 (dezoito centavos) para cada criança. E o que fazemos? Calamos e engolimos no seco sem reverter o quadro gritante e abusivo porque nos falta a curiosidade de descoberta nos porquês das causas. O curso nos faz perceber que aqueles que de fato se preocupam com a pesquisa em favor das causa sociais correlacionando com o individuo transformador que observa e analisa e através de seus escritos propõe mudanças no futuro e assegura seu saber de agora. O ato de ler não é tão somente para apropriar de saberes para se esnobar em mesas redondas, palestras e sim, saber se tem significado no sentido de criar, discordar, mudar par depois socializar.Dito isso cabe ao pesquisador explicitar o seu posicionamento que compreende da pesquisa não só, como busca de conhecimentos, mas igualmente como atitude política
Se empirismo desvirtua o conceito pesquisa por não apropriar de outros horizontes, segundo Demo, ative-me para o conhecer da realidade do aluno na escola. A escola onde trabalho fica num dos bairros desprovido de bem estar social e sua própria história é um fato discriminado socialmente. As pessoas que deram origem a essa história foram deportadas de uma vizinhança de classe média alta que pressionaram o prefeito da época, que por sinal, é o atual, com a justificativa de que estavam tornando feia a paisagem artificial e que estavam envergonhando a cidade.Nunca para o fato de estarem em condições sub-humana e que precisavam de socorro. Pouca gente sabe da verdade porque as falas ouvidas em discurso são outras bem diferentes. E nesse caso a tendência quando omitido, é compreensível o empirismo de si e pelo fato de interesse dominante não é importante se saber a causa, como outros campos de pesquisa dessa realidade para que de fato as mudanças educacionais e conseqüentemente a atuação para a mudança do social no geral aconteça. E isso só ocorre se houver espírito curioso dos porquês, ou seja, da hermenêutica do conhecimento e, por conseguinte interpretar as teorias e os métodos. É fundamental a parti do ponto de vista da pesquisa imposta é de estarmos sempre nos policiando em relação às teorias e práticas, visto que uma não desvincula da outra. É preciso saber segundo Pedro Demo, que em metodologia científica tem duas vertentes –descobrir e criar -, sendo relevante ao meu ver estabelecer relações entre as duas com um olhar crítico e disposto para o entender do positivismo e estruturalismo. No diálogo como pesquisa faz entender o que marca e demarca esse diálogo na ou para pesquisa nas falas no que diz respeito as colocações contraditórias sobre a questão .O professor para ser crítico e partícipe não basta ouvir e seguir o uso do conhecimento, mesmo sendo criativo, também é necessário o uso do conhecimento no diálogo para posteriormente certificar – se para questioná-los. Um exemplo real e próximo da verdadeira pesquisa está sendo a realização do curso de Licenciatura em Pedagogia pela Ufba em Irecê. Uma pesquisa levantada, observada, estudada e questionada para por em prática. E o resultado vem sendo significativo, embora de maneira graduada.Mas com o olhar no diferencial.
Referência Bibliográfica
DEMO; Pedro – Pesquisar – O que é? In: Pesquisa: princípio científico e educativo. 0ª ed.: São Paulo:Cortez, 2002. Biblioteca da educação: Série 1: Escola: v: 14
IDADE FEDERAL DA BAHIA
UFBA/IRECÊ
CICLO IV
ATIVIDADE-427 – RECEPÇÃO, INTERPRETAÇÃO E DRAMATIZAÇÃO.
PROFESSOR DA ATIVIDADE - CLAÚDIO CAJAÍBA SOARES
PROFª CURSISTA – VERA LÚCIA VASCONCELLOS
O texto Hermenêutica, Estética e Recepção de Cláudio Cajaína fazem entender a hermenêutica como conhecimento da compreensão, da interpretação do eu como ser que ocupam um espaço e que ao mesmo tempo se preocupa em transmitir algo através de si a outrem adquiridos provenientes do meio histórico-passado/presente por meio da linguagem falada e escrita e posteriormente teatral e musical, ou seja, do teatro e da musicalidade literária tanto de uma hermenêutica sincrônica, quanto diacrônica a depender do tipo de leitura que pretendemos fazer de um texto.Aceitar ou não a idéia do autor, ou questionar algo, da voz que é aceitável ou inaceitável; acabada ou inacabada. Quando cita Gardene segundo Beutchot de sempre encontrar possibilidades de interpretações subjetivas do “tu”, se interpreto de acordo as minhas crenças e meus conhecimentos em relação a um tema teórico/prático reforça ao passo que cita Jean Grandi na fala de Rudell em que o próprio autor é vítima de certos esquecimentos que podem obter uma visão de que se pode compreender ou compreender erradamente o que o autor quis dizer. E nesse caso o discurso precisa ser interpretado a intenção do autor.
Vivenciamos na práxis as apresentações cênicas dos grupos de cursistas na atividade em que foi preposto pelo professor Cláudio a viver o outro no seu eu intérprete. Concluir na transmissão de cada grupo que a mensagem transmitida do outro através do “eu” e do “tu” houve um atenue de absorções ás observações. A teoria de Dilthay, segundo o texto sugere que o intérprete é quem deve ser convocado a devolver a vida a estes textos a parti da relação do eu com o mundo expressa em textos, expressões vivenciadas. Esse entendimento, das partes só pode se dar a parti do todo, tendo a compreensão que só pode se dar no movimento de repetições destes procedimentos de colocar a parte em relação ao todo e o todo explica as partes. Seguindo essa linha de raciocínio, como pode entender o psíquico se não entende sua formação e nisso De Nicoli está certo em não concordar com Dilthey. E eu de uma maneira particular entendi que interpretar o outro é necessário se posicionar no lugar deste como intérprete / leitor.
Reflexão
“A língua não é somente uma das faculdades de que está equipado o homem colocado no mundo, mais é sobre ela que repousa, é nela que se mostra o fato que os homens tem um mundo” (In. Rocha, 2000, 324).
Prática pedagógica
Desde o início do ano venho procurando encontrar meios para desenvolver o hábito de leitura tanto meu quanto das crianças. Voltei ao projeto permanente da escola intitulado “Viajando Na Leitura”. Para fazer jus ao projeto, as crianças, e a mim mesma, pus a mão na massa, ou seja, nos livros, seguindo várias sugestões que o curso vem proporcionando. Na minha teoria e posteriormente a minha prática, se só se gosta de ler lendo, iniciei organizando uma rotina diária de leitura – todos os dias leio algo na sala de aula para as crianças - fábulas contos, crônicas, poesias, notícias, panfletos, convites, causos, histórias capitulados, informativos e outros. Ao perceber o interesse delas por leitura incentivei a ler também - dois dias na semana eles lêem durante quarenta minutos, livros do Baú, a mini biblioteca da sala. Dois dias para levar livros para casa.Na produção de texto, leio para dá um final à história e comparar com o final do livro, para enriquecer o próprio texto, fazer síntese ou resumo do livro lido, dramatizar, questionar a idéia do texto, a parti de uma provocação.
Ao ler o texto “Performance Recepção e Leitura” (Paul Zumthar), surgiu a idéia da performance com os textos produzidos por eles. Percebo a busca da memória de fatos vivenciados no produzir os textos literários. Como diz Zamthar “Performance é o conhecimento daquilo que se transmite e está ligado naquilo que a natureza da performance afeta o que é conhecido” Em constatação a essa citação, na produção coletiva de um texto baseado em outros textos de criação dos alunos em que sugeri que escolhessem entre eles no grupo para socializar e posteriormente ouvir os demais para que no final da leitura socializada montasse o texto coletivo, ou seja, os “eu” e os “tu” com os parágrafos, frases, palavras que darão sentido ao outro texto “eu” + “tu” de cada texto ouvido. Pensando na performance pedir ao grupo que pensasse uma maneira de transmitir aos demais sua mensagem coletiva. Ao acompanhar o desenrolar da atividade, algo me chamou atenção-o titulo de um texto “O assalto da Bela Adormecida”.Vou de encontro com Paul Zamathar,quando cita Iser dizendo que “ a leitura se define como absorção e criação, processo de trocas dinâmicas que constituem a obra na consciência do leitor. Essa troca acredito eu se dá através da interação individuo +mundo X individuo.ou seja, no seu cotidiano absorve ações da sua própria realidade e imagina o mundo de outrem. Refletindo a seqüência do trabalho desse grupo de alunos quando me apresentaram o texto coletivo, a história da Bela Adormecida, além do “era uma vez....”Subsidiava por fatos reais, como o assalto no dia da festa de quinze anos da princesa, o casamento nos tempos atuais. Nessa pespectitiva de que as crianças foram capazes a parti de leituras se apropriarem desses saberes, concordo plenamente com a citação de Zamthor da idéia de Cartase por Aristóteles comunicar não consiste em fazer passar uma informação; é tentar mudar aquela a quem se dirige”
Fiz de tudo para entender, li o dicionário, quase tanto quanto os textos do professor. Estou pronta a refazer se não o compreendi.
Referência bibliográfica
CAJAÌNA, Luiz Cláudio Soares –Hermenêutica, Estética e Recepção-Capítulo I - Tese de doutorado- Universidade Federal da Bahia – “A encenação do drama de língua alemã na Bahia, 2005, Salvador.
ZUMTHOR,Paul – Performance Recepção Leitura - Ed. EDUE
JUSTIFICATIVA
O terráreo tem como finalidade o experimento “ecossistema” como evidenciando os fenômenos relacionados aos seres vivos e ao meio ambiente, observando o desenvolvimento dos seres vivos e não vivos nele contidos (minhoca, tatuzinho, plantas, água, ar e solo), como também as condições do meio (clima, temperatura e nutrientes)
DEDICATÓRIA
“S e você abre a porta, você pode ou não entrar em nova sala. Você pode entrar e ficar observando a vida. Mas se você vence a dúvida, o medo, e entra dá um grande passo”.
(Içami Tiba)
Dedico esse relatório a todos os cursistas desta atividade e principalmente a professora Denise que abriu a porta dessa oficina e nos guiou a busca do desconhecido, ou ao conhecimento não praticado nas salas de aula na área de Ciências Naturais, no que diz respeito ao experimento.
Vera
ecossistemas. As plantas por sua vez além de usar o oxigênio para a respiração e também liberam esse oxigênio para a atmosfera. Para produzir oxigênio e liberá-lo para atmosfera as plantas consomem gás carbônico retirado da atmosfera e assim desprende tanto o oxigênio quanto o gás carbônico. No que diferencia dos animais que somente incorporam o oxigênio e liberam o gás carbônico Concluo a parti desse dado que o ecossistema mantém vivo o funcionamento desse processo e entenderei com o experimento a causa do fenômeno.
Referência bibliográfica
VALLE, Cecília – Col. Ciências: Terra e Universo – Ed. Positivo.
LAGO, Samuel Ramos – MEIRELLES, Érica – Ciências – E, Ibep.
FERNANDES, Teresa – Descobrindo A Magia da Floresta. – IBAMA –Brasília, 1997.
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CICLO-IV IRECÊ /UFBA ATIVIDADE – 420 – A PESQUISA UM ATO FORMATIVO Profª DA ATIDADE – LUIZA SEIXAS PROFESSORA CURSISTA – VERA LÚCIA VASCONCELOS PEREIRA ORIENTADORA – SORYA PINTO Pesquisa – o que é? |
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