EU FUI NO TABULERO , EU SOU ESSE AI DA FETE DA TELA MAIS MUS CLEGAs, ESSE DIA FOI BOM DEMAISE. EU NAVEGEI NA INTENETE, EU MEXI, MEXI E JOGEI , BIQEI DE QEBA CABEÇA” (RAUL-7 ANOS)
OUTO DIA TAVA NO POSTIM DE SAUDE E EU FUI PRO TABULRO MAIS MEU PRIMO LÉU EU E ELE JOGAMOS DE SONIC E JOGEI DE BOBY ISPOJA. GSTEI MUITO, MUITO.
FUI TAMBEI MAIS MU PAI LÁ. (RAUL, 7 ANOS.)
DESSA VEIS QUE FUI NO TABELERO DIGITAU NÃO GOSTEI MUITO NAU PORQUE NÃO DEU TEPO EU JOGAR. EU SO ABRI MEU E-MAIL
RAULGIL@YAHOO.COM.BR
Roseli, A Rosa
Nome em forma francesa, a rosa!
Entrega-se ao amor
Não tem ambições em exageros
O bastante pra viver.
A promessa é cumprida
Fidelidade exigida
Nos jardins sem flores aparece
A rosa!
Entre nós resplandesce o saber
Na fala, na luta e labuta.
Confia, doa e se doa.
Rega o solo, semeia,
Quer colher frutos,
Maduros de mentes saudáveis
Não é facil, as faces
e interfaces
Segue em frente, confia.
Compartilha, instiga
Investiga, povoa vozes caladas,
Tímidas, dos saberes não sábios,
A ela só não basta, e abasta,
Traz gente ausente, diferente
Propaga, diverge, infere
Deixa à escolha da gente
Analítica, reflexiva
Não copista
À sua prática educativa, instrutiva.
No sorriso contagiante
não retrinca, brinca
Mostra caminhos de luzes
Sem trevas da ingonorãncia posta
Oposta de uma sociedade calada,
Muda aos conhecimentos
Confiantes, abundantes
Indigestos, modestos, infestos
No solo fértil da educação
Só contra mão, paradgmas
Da massa sustentável, professores!
Sustenta a nobreza, esnobes farpados
Nos projetos projetáveis
Cumpridos na raça e pirrassa
A todo custo desarmados
calados, cansados
Que na sua voz reanima, sorri e brinca
Com Roseli, a rosa!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Vera Vasconcelos
UNIVERSIDADE-Federal Da Bahia
UFBA/ Irecê
CICLO - Cinco
ATIVIDADE EM EXERCICIO –Diário de Ciclo
PROFª E DOUTORANDA - Roseli de Sá
COORDENADORA – Ivanete Rocha
CURSISTA – Vera Lúcia Vasconcelos Pereira
Atividades inscritas do ciclo Cinco
1- Abertura – Seminário
2-Estudo Literário – Dom Quixote de La Mancha
3-Palestra –Educação e Cultura – questões contemporâneas para a formação do educador-Alcino Pimentel.
4- - Estudo fílmico – Colcha de Retalhos: polissemia na/da ação educativa – repensar a escrita acadêmica – a ação pedagógica.
5-- Geac - Tecnologia II
6- Objetos de Aprendizagem
7--Geac - Memórias Docentes: narrativa apresentam histórias de ser professor
8- História da Educação na Bahia
9- Português Brasileiro em Debate
10- Leituras, Literatura e Formação de professores.
11- Pedagogia ao Longo da História
12- Palestra – Política Educacional no Brasil e Formação para o Trabalho
13- Dimensões Filosóficas
14- Canastra Real – histórias e brincadeiras cantigas
15- Estudo fílmico – O Jarro-reflexão para planejamento
16- Seminário final
17- Educação e Cultura – gestão contemporâneas para a formação do educador
Apresentação
Ao escrever, refletimos não apenas sobre o objeto narrado – os alunos, a situação, as atividades e tarefas propostas, a rotina-, mas também sobre nós mesmos, nossa atuação enquanto protagonistas dos fatos, expondo emoções, medos, decepções, projetos. Desse modo, o registro diário constitui também espaço para o professor expor suas aflições, suas dúvidas, suas conquistas e descobertas - que, se tratando de educação e do trabalho pedagógico, são infinitas.
(Amanda Cristina Teagno Lopes)
Nesse ciclo, foram muitas as reflexões diante das atividades ministradas pelos professores doutores, doutorandos e coordenadores do Curso de Licenciatura em Pedagogia que me fizeram ampliar o olhar em relação a história da educação, tanto quanto os paradigmas entre teoria e prática decorrente da falta de conhecimento para pensar numa prática educativa mais consistente e consciente, no elaborar e desenvolver planejamentos adequados a realidade local, para que posteriormente entendamos o mundo que nos cerca.
Deixo em registro nesse diário, as peças de um quebra – cabeça, que ao tentar montá-lo, são muitas as angústias, a vontade, os acertos e desacertos, como também as realizações através das buscas que vem aprimorando as minhas reflexões, a partir das ações necessárias para a elaboração de projetos, planos de aula, planos de ação, em que as decisões são conjunta com os alunos e alunas de sete anos de idade.
(Vera Lúcia Vasconcelos)
Perfil da Classe
Nesse ano de 2006, retomei a atividade que mais me atrai, que é alfabetizar.Sou integrante do quadro de funcionários da Escola Municipal São Pedro desde 2001. Atualmente estou desenvolvendo um trabalho com crianças de sete anos de idade, uma turma composta inicialmente de 27 alunos. Nas atividades de avaliação diagnóstica das primeiras semanas de aula, constato quatro alunos na fase de escrita que se apresenta em forma de grafismo, ou seja, é mostrada com rabisco sem associação nenhuma de letras e sons.Três delas, já estão no nível alfabético, doze no processo de alfabetização inicial, já sabem que letras são símbolos que representa a escrita e associa algumas delas ao som equivalente a pronúncia. Treze na fase silábico-alfabético. Nessa fase, uma letra corresponde a uma sílaba.
O meu objetivo com a diagnóstica, além de constatar o nível de leitura e escrita, foi também de procurar compreender a diversidade entre conhecimento e comportamento.Como diz Cíntia Holf:
Tais considerações sugerem algumas idéias e devem orientar as práticas desse professor: a concepção do aluno como sujeito ativo no processo de aquisição e uso da leitura e escrita, com todas as implicações que essa idéia traz (respeito à diversidade cultural, à variedade lingüística, ao conhecimento prévio do aluno; o diálogo; a avaliação, etc.) (HOLF, 2001)
Com o levantamento dos conhecimentos de cada um, pude observar que mesmo sem dominar a escrita e leitura, trazem consigo conceitos e curiosidades em relação ao mundo que lhes cercam.Com essa ação, conjugo com Freire quando diz:
Pensar certo coloca ao professor ou, mais amplamente a escola, o dever de não só respeitar os saberes com que os educandos, sobretudo os das classes populares, chegam a ela – saberes socialmente construídos na prática comunitária - mas também, como já ha mais de trinta anos venho sugerindo, discutir com os alunos a razão de ser desses saberes em relação com o ensino dos conteúdos (FREIRE 2002)
necessidade de aprendizagem de cada um. È árduo, porém vale dizer, que é significativo e menos estressante, pois o planejar se torna mais direcionado e caminha para uma expectativa de buscas e realizações, embora se sabe, que é difícil chegar a um total de cem por cento de aprendizado satisfatório, mesmo porque, as escolas públicas gastam em determinados setores, às vezes sem tanta necessidade, e não se cria estratégia de aulas de apoio a essas crianças que precisam de um maior acompanhamento.E numa sala de vinte e cinco a vinte a vinte e sete alunos fica impossível a realização dessas atividades. Percebo a necessidade de criar estratégias de leitura e escrita, e selecionar material que auxilie nesse desenvolvimento. Confecciono alguns jogos, cruzadinha móvel e o alfabeto móvel para acompanhar, na medida do possível, as crianças que precisam de maior assistência, num cantinho reservado na sala de aula, onde possam ficar mais à vontade, devido as carteiras serem de difícil apoio nesses momentos dos jogos. Sugiro a eles o cantinho da Ciranda dos Livros montado por mim, no intuito de incentivar o gosto pela leitura, ampliar o domínio das letras montadas nos jogos, mesmo sem saber ler convencionalmente, acreditando que com o manuseio, eles apropriem do mundo letrado com mais facilidade. E minha teoria, vem dando certo, a medida que eles vem ler as gravuras e mostrar com entusiasmo as letras do próprio nome num determinado texto.Constato que valeu a pena esse diferencial em sala de aula, pena, que não tenho condições de desenvolver um trabalho desse tipo, todos os dias.Reservo um dia na semana, sempre no início de uma atividade já programada, visando o tempo dedicado a essas crianças.
. Observo que o grupo na maioria, está disperso em relação ao falar suas idéias e ouvir a fala do outro, como também nas realizações de tarefas realizadas em grupo.Por esse motivo, sugerir se agruparem por cor das fitinhas que eu dei, e a turma toda não tinham noção do que era agrupamento. O que vi ali, me surpreendeu, todos puseram as cadeiras como poltronas de ônibus. Quanto às produções textuais, são empobrecidas, escrevem o mínimo e demonstram timidez em ler o que escrevem.
. Estou tentando acompanhá-los na medida do possível,com atividades diferenciadas. Resta saber se tenho estrutura para tanto, numa sala com tantas diversidades para a série, já que pela lei, já deveriam estar lendo convencionalmente. O que me resta como professora, é não cruzar os braços, e sim, pensar nas ações e reflexões teórico-prático. Com minha força de vontade, e as contribuições do curso de Formação de Professores pela Ufba, minha esperança é que esse trabalho seja proveitoso e significativo.E até o final do ano, tenha conseguido sanar, se não todos os casos, mas plantar a sementinha no pedaço de chão fértil, para que possa fazer essas crianças colher bons frutos mais adiante.
Na busca de soluções trago a minha memória uma atividade ministrada por Lícia Beltrão, que está sendo marco na minha prática educativa - O uso da palavra escrita - em que ela comprovou na prática, a sua teoria de como incentivar a escrita e o enriquecimento de textos em sala de aula. Entre tantas metodologias, uma me chamou a atenção – O recheio de palavras, em que é possível ler e escrever com prazer e significação. A primeira atitude de imediato foi a de ler todos os dias na abertura das aulas – contos, poesias, parlendas, notícias, versos criados por mim com cada nome de aluno e aluna, somando a esses, recursos áudio visual – historia, filmes, músicas de roda e outras. Inicio a jornada de produção escrita. Primeiro começo a escrever recadinhos individuais e coletivos, exemplo – “Estou feliz em ter você como aluna” “Espera ser sua amiga”. Essa atitude foi inspirada na leitura do livro “A Professora maluquinha” (Ziraldo) uma homenagem feita a professora de primeira serie:
Ziraldo conta que teve a sorte de ter uma “professora maluquinha” logo na primeira série. Ele conta que sua professora Cati chegava sempre com a bolsa cheia de livros e gibis e adorava contar histórias para os alunos. “Ela tinha 16 anos e não sabia de nada, mas adorava ler. Chegava na escola com a mala cheia de gibis. E lia os seus romances para nós. Quando tocava a sineta, nós entrávamos voando na sala porque queríamos ouvir as histórias e ler os gibis e livros que ela trazia”.Alunos correndo para entrar em uma sala de aula, alegre. E, no mesmo fôlego, ele afirma que falta de recursos ou de apoio não é desculpa para não ser um professor ou professora maluquinha. “Dá para fazer porque criar é tirar leite de pedra. Onde é que as civilizações nasceram? Nos lugares de intempérie. A criatividade é resultado das dificuldades. Então, neguinho diz que não fez porque não tinha recursos. E eu retruco: Ué,aí é que você tinha de fazer, pô.”
(Basílio & Mônica)
Como todo ensino, tem como base o currículo escolar, tenho que pensar de como organizar os conteúdos das matérias exigidas – Português, Matemática História, Geografia, Ciências e Filosofia para atender as necessidades do aluno e não fugir da grade curricular.
Inicio com filosofia, partindo do aprendizado com o Geac dimensões filosóficas com a professora e doutora Roseli de Sá, em que me fez descobrir no estudo, a importância da arte de pensar dos grandes filósofos do século XVIII, que contribuíram ao longo dos anos para as transformações sociais, principalmente na educação, no que diz respeito as teorias e práticas pedagógicas pensadas por muitos teóricos da área, que debulham com sapiência tamanha, métodos e técnicas de como ensinar bem, cabendo a mim, saber analisar qual a teoria é mais adequada para o enriquecimento da minha pratica em sala de aula.
Por isso é fundamental que, na prática da formação docente, o aprendiz de educador assuma que o indispensável pensar certo, não é presente dos deuses nem se acha nos guias de professores que iluminados intelectuais escrevem desde o centro do poder, mas, pelo contrário, o pensar certo que supera o ingênuo tem que ser produzido pelo próprio aprendiz em comunhão com o professor formador (FREIRE, 2002)
No intuito de que as crianças pensem sobre o lugar de onde está inserida como educandos,
lanço o seguinte questionamento:- O que vocês esperam da escola no sentido de melhorias? Está bom assim? Ou vocês acreditam, seja necessário fazer algo para mudar?
As respostas de crianças de sete anos de idades são diversas:
-Pintar a sala que está suja e feia.
-Pedir pra comprar outras carteiras que essas são duras demais.
-Pintar esse forro
-Fazer uma merenda mais boazinha.
Interfiro: - Pensando que não tem dinheiro no momento, que outra maneira podemos pensar?
- Embelezar a sala.
-Como?
-Botando umas coisas bonitas.
-Que coisas bonitas?
- Cartazes, figuras, letras, almofadas, tapetes.
Intervenho: - O ano passado o grupo nove junto comigo desenvolveu o projeto “Cidadão em Ação” em que criaram os cantinhos, deram nomes, arrumaram, conseguiram livros, maquiagem, inclusive ficou na sala o baú onde ficava o tapete e as almofadas doadas pelas mães.
Bastou essa observação para as idéias aflorarem. A sala virou um zumbido só, todos queriam falar ao mesmo tempo, tive que organizar a fala, pois ali, com certeza iria frutificar idéias interessantes.
- Lariza diz:
-A gente pode conseguir umas maquiagens e colocar no cantinho com o nome Brilho do Amor
-Porque Brilho do Amor?
-Porque a gente fica mais bonita se arrumando.
Uma criança que apresentava bloqueio de memorização acrescenta:
Ali no baú pode ser “Baú dos Sonhos”
-Porque?
Outro responde:
Porque lendo e ouvindo as histórias a gente ver nós lá dentro dos lugares.
Acrescento –Que bom ouvir isso, concordo contigo, não tem coisa melhor do que viajar nas leituras que lemos e ouvimos.
-Era isso mesmo que você queria dizer Rafaela?
-Era pró.
O estudo que venho fazendo - Memórias Docentes com Márcea Sales me ajuda a enriquecer a aula, pensando sobre: “As memórias que temos do trabalho ao qual dedicamos, das nossas reminiscências da infância, da escola em que estudamos de todas as práticas vividas tem umas validades relativas, históricas, já que são construídas socialmente”.(Clarice Nunes. 1997)
Cito o exemplo de quando era criança que ficava fascinada com as histórias que meu pai contava nas noites enluaradas na roça, sentados ou deitados nas esteiras.
Vinicius, uma criança que apresentava dificuldade em sequenciar a fala, diz:
-Ali no mural bota um nome grande “Recheio Inteligente” Vejo já o resultado de um trabalho que vinha desenvolvendo com eles, quando nas leituras, sugeria o recheio de palavras que foram significativas, ou não, naquele momento, como já foi citado acima.
Como no inicio do ano, pedir as mães que mandasse um caixa de sapato ornamentada com a criatividade delas para guardar o material – sucata, palitos de picolé, brinquedos, jogos, cruzadinha móvel e outros materiais que fosse surgindo, um aluno levanta e fala:
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